Se diziam que no ano passado os Muse foram uma desilusão no Rock In Rio porque se limitaram a chegar, cantar e ir embora, então o mesmo se aplica a 1 hora e meia de concerto dos Coldplay. AAAAAaaaaa e tal o Chris Martin teve uma atitude diferente. Será? Diria que é apenas mais simpático. Mas isso faz parte do seu semblante. Tocou muitos sucessos do passado, mas também encheu muita “palha” pelo meio deixando de fora êxitos como “Speed of sound” e ”Talk” que aqueceriam mais a noite que aquela hegemonia melancólica que perdurou durante quase os últimos 40 minutos antes de se retirarem do palco pela 1ª vez. E aí deixaram-me de tal forma adormecido que apesar do bom final ao som de Clocks, Fix you e Every Teardrop Is A Waterfall já não chegou para me arrebitar a pevide. Por isso, quando saíram de cena só ficou a inevitável pergunta: Já? Sim, tal como nos Muse, mas esses são musicalmente arrebatadores dominando-nos por um emaranhado sinfónico e de histeria aguda que nos deixa completamente extasiados. Diria que uns Coldplay, que começam um concerto com uma música totalmente desconhecida e acabam com um novo single Pop copiado de uma chafurdeira techno dos anos 90, não são bem a mesma coisa?
Mas deve ser um problema meu, que tenho esta mania de gostar de tudo, de já ter visto de tudo e de cada vez que vou ver Metallica sou contemplado com concertos que passam as duas horas e em que só saem do palco quando o publico dá o seu consentimento.
Por fim, o som não passou de razoável, o recinto apenas satisfez e tudo junto não foi suficiente para criar grande envolvente com o palco. Coldplay numa próxima? Não sei…
Por enquanto, Roger Waters continua a ser o concerto do ano em Portugal.